A Jornada de Marianinha Pontes em seu 8º Mundial de Corrida de Aventura
Norcha Adventure (Portugal) 2018
Capítulo 2: Experiência e Treinamento

Autoconhecimento e Evolução

Para estar preparada para um esporte tão diverso, é necessário, primordialmente, autoconhecimento. Como eu disse, iniciar a modalidade tão jovem me deu bastante tempo para experimentar, errar e acertar num processo autorregulável que me fez evoluir internamente. Se eu não tivesse tantas horas de tentativa e erro sobre meus aspectos intrínsecos, talvez eu não teria a capacidade de tirar tanto proveito das minhas periodizações e planificações de preparação física.

Conciliando Treino e Vida Profissional

Em contrapartida, há que se dizer que o esporte que pratico em nível de elite mundial é uma modalidade amadora. Não há equipes e atletas que vivem de salários e patrocinadores. Para transformar nossas provas em realidade e manter nossos equipamentos em dia, é necessário ter uma profissão. Então, se não houver inteligência na planificação do treinamento para que seja possível conciliar consistência de treino, descanso, trabalho profissional e progressão positiva, é muito fácil estar mais cansada do que o necessário.

Estratégias de Treinamento

Para que meu corpo seja capaz de absorver todo o volume necessário de treino sem sofrer demais com a sobrecarga estrutural, eu decidi desenvolver meu maior volume possível de treino no ciclismo. Eu AMO correr, mas o estrago estrutural que a corrida causa é, por vezes, elevado demais para conciliar toda uma rotina semanal de treinos, além de trabalho, lazer, família e descanso.

Foi me unindo à excelência do trabalho da Velotime Training que pude encontrar o balanço perfeito, o equilíbrio exato entre a minha máxima capacidade fisiológica e o mínimo necessário de treino.

Eficiência na Preparação Física

Uma vez que meu esporte é multitarefas, posso garantir que a ênfase no treinamento da fisiologia supera a necessidade do treinamento na especificidade. Eu divido minha semana em 4 ou 5 sessões de treino, chegando a um volume máximo semanal histórico de aproximadamente 10 horas e 30 minutos de treino. Embora haja algumas semanas em que eu alcance esse volume, posso dizer que minha média anual de volume gira em torno de 8 horas de treino por semana. A chave para que isso seja TÃO eficiente está no desenvolvimento minucioso do progresso das minhas intensidades. Ao longo dos meses e após construir meu plano anual, é possível dar ênfase ao desenvolvimento de cada segundo da minha hora mais eficiente de performance. O trabalho, visto como uma ilustração, parece uma escada sendo construída degrau por degrau em direção às minhas maiores e melhores intensidades aeróbicas e, também, anaeróbicas. As duas sessões intervaladas às terças e quintas são as grandes responsáveis por estimular minhas intensidades, e as sessões mais longas e contínuas dos finais de semana fazem o trabalho de sedimentar o que já foi construído e acender a chama do que está por vir nas próximas semanas.

As sessões longas não duram mais do que 4 horas e, ao longo do ano, é possível perceber, semana após semana, a capacidade de explorar as intensidades e, ainda além disso, sentir-me confortável ao aplicá-las.

Não é somente a excelência profissional que faz com que eu me sinta segura e relaxada na linha de largada, mas posso dizer que o acompanhamento da Velotime me disponibiliza o que é mais precioso na vida de uma pessoa adulta: tempo!

Apoio Familiar e Equilíbrio

Minha família é meu alicerce e, com tanta qualidade de treino, posso dizer que fica muito mais fácil conciliar o alto nível de treinamento com lazer ao lado dos que amo.

Preparação Física e Mental

Esse suporte familiar é imprescindível para a excelente relação e enfrentamento de uma modalidade tão exigente.

Como hoje tenho uma vasta experiência de mais de 20 anos no esporte, consigo organizar minhas demandas mentalmente. Não preciso mais de listas escritas, mas é necessário muito foco e concentração para manter todos os componentes bem divididos e organizados em minha mente.

Estou sempre reproduzindo esquemas mentais como a sequência de organização da mochila, localização de equipamentos nas áreas de transição, treinamento da eficiência individual em troca de roupas, calçados e outros detalhes.

Repetir incessantemente é a chave para a automatização. Estar segura nesses detalhes é um dos processos que mais me coloca confiante ao longo do período pré-prova. Mesmo em dias de treinamento comum, fora de períodos competitivos, procuro ser metódica com meus atos para que isso seja natural em momentos de privação de sono, por exemplo.

O incômodo nessas provas é constante. A todo momento, existe algo que está martelando minha mente e não me deixa descansar ou relaxar. Acredito que esse fator psicológico é o mais difícil de evoluir. Isso realmente depende de muitas oportunidades para tentar superar. Eu não aprendi com 2 ou 3 provas; precisei de 20 ou 30 para aprender a lidar com aquilo que me desafia e me faz querer ir para casa. O bom é que, uma vez aprendido, o cérebro se acostuma a aceitar que aquilo é momentâneo, que nada dura para sempre.

Conquistas e Vantagens Profissionais

O trabalho como professora e como preparadora física também me traz uma enorme gama de vantagens. Ser professora me ajudou a ser sociável, curiosa e interessada. É perceptível como minha evolução pessoal no esporte veio acompanhada de um desenvolvimento na excelência do meu trabalho. Além de todo o ganho que tenho em usar a ciência da força máxima em prol da otimização do meu treinamento diário, posso dizer que ser uma grande preparadora física me traz confiança para dar suporte emocional e profissional aos meus companheiros durante as etapas mais duras de uma prova. Carregar uma mochila de 5 kg por 90 a 120 horas, constantemente enfrentando desafios de altimetria, não é uma tarefa fácil, mas o treinamento de força é o grande trunfo que tenho nas mãos ao conciliar minha excelente fisiologia com a capacidade de suportar sobrecarga estrutural. Se não fosse por essa combinação, eu certamente sucumbiria antes do fim das provas e não estaria apta a competir em alto nível.

E assim, encerramos este capítulo sobre a experiência e o treinamento de Marianinha Pontes. Mas essa jornada está longe de acabar! Na próxima semana, mergulharemos fundo na prova e nos desafios enfrentados por nossa atleta durante o mundial. Fique ligado para o terceiro capítulo dessa série inspiradora, onde você vai descobrir mais sobre a determinação e a resiliência que fazem de Marianinha uma verdadeira campeã. Não perca! 🏞🔥

📅 Próxima semana: 🔹 Capítulo 3 – A Prova e os Desafios 🏃‍♀🚴‍♂

Sobre Mariana Pontes

Graduada em Educação Física pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Mariana é uma especialista em treinamento baseado em força máxima e potência, trazendo uma abordagem inovadora e eficaz para nossos programas de treinamento.

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